Os "Advogados" de Scolari
Ao longo de uma carreira ímpar, Figo habituou o futebol português a fazer-se ouvir de forma consciente, ponderada, respeitada. Nunca falou para… não dizer nada, as mensagens que foi veículando nunca se revelaram falhas de conteúdo ou vazias de alcance.
Com a autoridade moral e profissional de um expoente dos tempos modernos, Figo saltou a terreiro para defender Luís Filipe Scolari, como se o seleccionador estivesse sujeito a um qualquer julgamento público em razão de desatinos comportamentais que poderiam levar o brasileiro à condenação.
O aparecimento do «capitão» com a «toga» de advogado de defesa do seleccionador, na sequência de argumentos de igual matriz apresentados na véspera por Costinha, podem sugerir a ideia de uma campanha cirurgicamente orquestrada, como se o presente da selecção portuguesa se balizasse entre duas realidades:
- a tendência para o despedimento de Scolari, qualquer que seja o destino de Portugal neste «Mundial»;
- a desesperada necessidade de surgir um galopante ruído de fundo capaz de desactivar os propósitos daqueles que querem ver o brasileiro pelas costas.
Nem a pressão em que se atola a selecção portuguesa – como todas as outras selecções… -, nos parece legitimadora desta precipitação de juízos. Com efeito, Scolari, como qualquer treinador, não pode ser julgado a destempo, numa espécie de antecipação de «vendaval» de desencanto em caso de desaire e que, atempadamente, importa salvar com a assinatura da renovação do vínculo contratual.
Calma aí. Em nosso entender esboça-se um enorme equivoco em relação ao seleccionador nacional, sendo irrelevante de onde emergem as responsabilidades quando se constata o seguinte:
- sempre que é criticado, o seleccionador reage, estrebucha, acusa, como se, presunçosamente, se julgasse acima de qualquer \reparo;
- não são as críticas objectivas que, neste ou naquele jogo, são feitas à produção da selecção que lapidam a competência de um homem viciado em ganhar e que, nesta altura, ainda acumula «apenas» o título de campeão do Mundo e vice-campeão da Europa.
Sendo, embora, um espaço de paixões, o futebol não contempla «deuses» - e Scolari é apenas um treinador de futebol, portanto, sujeito a errar como todos os treinadores do Mundo. Custa a perceber a precipitação de Figo e Costinha em advogarem JÁ a renovação do contrato com o seleccionador. O tempo é SEMPRE o pai da verdade e o amanhã pode esperar…
Com a autoridade moral e profissional de um expoente dos tempos modernos, Figo saltou a terreiro para defender Luís Filipe Scolari, como se o seleccionador estivesse sujeito a um qualquer julgamento público em razão de desatinos comportamentais que poderiam levar o brasileiro à condenação.
O aparecimento do «capitão» com a «toga» de advogado de defesa do seleccionador, na sequência de argumentos de igual matriz apresentados na véspera por Costinha, podem sugerir a ideia de uma campanha cirurgicamente orquestrada, como se o presente da selecção portuguesa se balizasse entre duas realidades:
- a tendência para o despedimento de Scolari, qualquer que seja o destino de Portugal neste «Mundial»;
- a desesperada necessidade de surgir um galopante ruído de fundo capaz de desactivar os propósitos daqueles que querem ver o brasileiro pelas costas.
Nem a pressão em que se atola a selecção portuguesa – como todas as outras selecções… -, nos parece legitimadora desta precipitação de juízos. Com efeito, Scolari, como qualquer treinador, não pode ser julgado a destempo, numa espécie de antecipação de «vendaval» de desencanto em caso de desaire e que, atempadamente, importa salvar com a assinatura da renovação do vínculo contratual.
Calma aí. Em nosso entender esboça-se um enorme equivoco em relação ao seleccionador nacional, sendo irrelevante de onde emergem as responsabilidades quando se constata o seguinte:
- sempre que é criticado, o seleccionador reage, estrebucha, acusa, como se, presunçosamente, se julgasse acima de qualquer \reparo;
- não são as críticas objectivas que, neste ou naquele jogo, são feitas à produção da selecção que lapidam a competência de um homem viciado em ganhar e que, nesta altura, ainda acumula «apenas» o título de campeão do Mundo e vice-campeão da Europa.
Sendo, embora, um espaço de paixões, o futebol não contempla «deuses» - e Scolari é apenas um treinador de futebol, portanto, sujeito a errar como todos os treinadores do Mundo. Custa a perceber a precipitação de Figo e Costinha em advogarem JÁ a renovação do contrato com o seleccionador. O tempo é SEMPRE o pai da verdade e o amanhã pode esperar…

4 Comentários:
Acho que foi o José Mourinho quem disse que não contrataria um jogador só por causa de este ter jogado bem no Mundial e que a contratação teria de se basear na observação do jogador ao longo de um longo período de tempo, passe o pleonasmo. O mesmo se pode dizer em relação ao despedimento de um treinador. Para muitos portugueses, o senhor Scolari até pode vir a ser campeão do mundo com a selecção portuguesa, que isso não invalida quatro anos de observação do fenómeno: rua com ele. Já agora, caro Joaquim Rita, recorde a malta: em que jogo amigável de preparação do Euro 2004 é que o senhor Scolari meteu o Luís Boa Morte a fazer de lateral esquerdo? Foi na goleada com a Espanha? Ou na humilhação com a Itália?
Post-Scriptum: e como se chamava aquele árbitro que aviou a Bélgica nos quartos de final do Mundial da Coreia e Japão? Será que também nos vai sair um árbitro desses neste Mundial, para maior glória do senhor Scolari?
A questão é mais simples do que parece. A manifestação dos jogadores só pretendeu manter o espírito de equipe. Desentendimentos internos são o início da ruína de uma seleção. Até as escolhas de Scolari, o corte de antigos líderes teve este objetivo: assumir o controle do grupo. Por isso que cortou o Romário em 2002, rejeitando até pedidos do então presidente da república, FH Cardoso.
Quando a federação portuguesa o contratou, sabia que este era seu estilo de trabalho. É pegar ou largar, se se prefere um treinador mais afeito a ser relações públicas.
E o senhor tempo, pai da verdade? Vamos coletando informações aqui e acolá, quando vemos um grande México empatando com os 10 angolanos... Pois é, parece que Angola está mais aguerrida do que se pensa, e mais científica do que certos meios gostariam de crer, ao noticiarem o uso de feitiçaria angolana no Mundial.
Eu sei que o homem até é autoritário... sei que quem exerce as funções que ele exerce está sujeito a críticas... sei tembém que ele é humano logo também erra... Agora o que não entendo é esta onda de críticas a quem nos colocou numa final do campeonato europeu pela 1ª vez, a quem nos levou à fase fina do Mundial sem ser necessárias as eternas contas, a quem nos está fazer relembrar o sucesso de há 40 anos... Será que os jornalistas não conseguem arranjar outras notícias sem ser somente criticar ou será pedir demais?! Sei que existem uma série de comentadores que de futebol percebem tanto como todos nós, só que recebem verbas chorudas para o fazer sabe-se lá porquê que aliados a uns quantos pseudo-intelectuais do futebol, diria até que assumem a posição de licenciados em comentários futebolísticos sendo a sua área de formação jornalismo sendo o expoente máximo o arrogante Rui Santos, que para justificarem a posição que assumiram têm de se colocar a acertar um desaire para justificarem o facto de serem aquilo que se auto-proclamaram: estudiosos, super entendidos, cientistas de factores futebolísticos.
Chega de tanto quererem dar nas vistas, justifiquem os vossos atributos profissionais nas profissões que são vossas e deixem para quem é do futebol e o conhece por dentro o comentar a modalidade linda que é o futebol. Quanto aos jornalistas por favor chega de sensacionalismos informar não tem que forçosamente descobrir casos onde não existem. Compreendo até que relatem o autoritarismo de Scolari agora deitar abaixo alguém que percebe de futebol muito mais que todos os jornalistas juntos, só porque não se consegue ter ousadia e atributos para informar com inteligência recorrendo habitualmente a crísticas desnecessárias, é sinónimo de falta de profissionalismo diria até de inteligência.
Força Portugal. Parabéns por tudo o já conseguido Scolari.
Paulo Alves
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